terça-feira, 11 de setembro de 2012

Coisas que eu sei.

Eu sei que, não importa o tempo que você durma..na faculdade você sempre estará com sono.
que por mais que eu estude, sempre vai ter aquele que não faz P* nenhuma e tira a mesma nota que você.
Que por mais que você saiba a matéria, a professora sempre dará um jeito de te recriminar por um erro.
Que as palestras,sendo de professores amados ou não,sempre serão chatíssimas,e que você sempre dará um jeitinho de fugir do auditório.
Sextas-feiras são chatas por elas só...e por causa disso os melhores professores são escalados,para que de um jeito ou de outro, você não venha a cabular e ir pra porta da facul dançar funk.
Eue nossos melhores amigos estão lá..e que mais que você brigue,quando tiver um trabalho em grupo,é com eles que você ficará....
Fato é, que panelas são formadas e segregações surgem...e quanto mais vai chegando o final do curso,mas as afinidades surgem...
Trabalhos em grupo são assim mesmo.um faz e os outros 5 estão por ai..sem muito saber do que se trata de verdade o trabalho.rs
Que por mais que você tente não se importar, no final do dia, você corre pra faculdade não para estudar,mas para ver seus amigos e poder rir,brincar,se divertir. o estudar ficará em segundo plano.sempre!
Que os nossos professores sempre serão motivos de chacota,seja pelo seu jeito de falar,andar, ensinar,ou pelo simples fato de serem insuportáveis.
Que quando chega 10:25 você já está prontíssimo para ir embora, não dando a mínima para o professor e para a chamada..mesmo que você more há 10 minutos da facul.
nossa vida é assim,trabalho,faculdade..trabalho,faculdade...
Ame ou odeie. você escolheu essa vida,e durante estes 3 anos,terá que aguentar poucas e Boas, situações chatas e supimpas!
Faça valer a pena...são só 3 anos que passam tão rápido...

''Minha pátria é a língua portuguesa.''
Pessoa, Simone

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

MODELO HISTÓRICO CULTURAL DE LEV VYGOTSKY

 PLANOS GENÉTICOS FILOGÊNESE ONTOGÊNESE SOCIOGÊNESE MICROGÊNESE história da espécie humana diz respeito a história de uma espécie animal – cada uma tem a sua própria definem as limitações de uma espécie plasticidade do cérebro – mediante a interação com o ambiente
 
 
PLANOS GENÉTICOS FILOGÊNESE ONTOGÊNESE SOCIOGÊNESE MICROGÊNESE história do indivíduo da espécie O desenvolvimento do ser (de cada espécie) Ligado à filogênese Passamos em determinadas fases comuns de desenvolvimento

PLANOS GENÉTICOS FILOGÊNESE ONTOGÊNESE SOCIOGÊNESE MICROGÊNESE história cultural em que o sujeito está inserido Formas de relacionamento cultural que definem o funcionamento psicológico A cultura funciona como um alargador das potencialidades humanas Cada cultura organiza o desenvolvimento de um jeito diferente
 
 
PLANOS GENÉTICOS FILOGÊNESE ONTOGÊNESE SOCIOGÊNESE MICROGÊNESE aspecto mais específico do desenvolvimento Cada fenômeno psicológico tem sua própria história Entre “não saber” algo e o “saber” reside a microgênese Significa o “Não Determinismo” Cada pequeno fenômeno tem sua própria história (construção da singularidade)
 
 
LINGUAGEM A relação entre pensamento e linguagem é construída durante o desenvolvimento (seja na história da espécie ou do indivíduo) FUNÇÕES COMUNICAÇÃO ABSTRAIR
 
 
LINGUAGEM Fala socializada Discurso interior Fala egocêntrica ETAPAS
 
 
LINGUAGEM Filogênese: existe linguagem (como comunicação) e existe primórdio de pensamento (inteligência prática – resolve problemas mas num contexto visual imediato, não há o elemento simbólico) Na espécie humana em determinado momento a linguagem se atrela ao pensamento de uma vez por todas (e a inteligência passa a ser abstrata/simbólica)
 
 
SIGNOS São construções culturais O principal lugar onde ocorre é na língua (principal forma de representação social) Não é linguagem no sentido amplo, mas a própria fala
 
 
MEDIAÇÃO SIMBÓLICA uso dos signos para resolver problemas psicológicos (lembrar resolver, comparar, etc.) intermediação – algo interposto entre duas coisas a relação do homem com o mundo não é direta, mas mediada através de instrumentos (ferramentas intermediárias entre minha ação concreta sobre o mundo e o próprio mundo) formas posteriores de mediação de natureza semiótica (simbólica) – interposição entre o sujeito e o objeto de conhecimento (o eu e o objeto) não de modo concreto
 
 
MEDIAÇÃO SIMBÓLICA signos mais primários – que todos compartilham signos totalmente internalizados: são introjetados e funcionam como mediadores dentro do nosso sistema psíquico – possibilidade de representação mental (em que o mundo é imaginado/separado) – exclusivo do homem na construção semiótica: a primeira relação é direta e a segunda é mediada pela experiência anterior (ex. dedo na chama da vela)
 
 
DESENVOLVIMENTO HUMANO Se dá de fora para dentro, por causa da importância da cultura Aprendizagem é que promove o desenvolvimento Brincadeira: a criança assume as regras do mundo adulto Ao brincar com algo está se relacionando com o significado que é cultural
 
 
Formulação da teoria: 1928-1931 (Vygotsky e Luria) Pedagogia (1928) – em forma de artigo; versão mais completa O comportamento de animais e do homem (1930) TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL OBRAS Estudos sobre a história do comportamento. Primata, Primitivo. Criança (1930) Instrumento e signo (1930/1984) A história do desenvolvimento das funções psicológicas superiores (1929-1931)
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL CONTEXTO CIENTÍFICO Compreensão do ser humano: fenômeno complexo – deve-se reconstruir suas formas mais primitivas e simples e acompanhar seu desenvolvimento até seu estado atual – estudar sua história Final do séc. XIX: estudos etnográficos, sociológicos e psicológicos Inspiração em: Lamarck, Sprencer e Darwin.
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL CONTEXTO CIENTÍFICO BASE COMUM: comparação entre a filogênese e o desenvolvimento infantil; compreender patologias ligadas a lesão do cérebro como regressão filogenética (quando as partes filogeneticamente mais novas haviam sido afetadas); desenvolvimento evolutivo da cultura humana (desde a cultura mais primitiva à cultura européia)
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL OBJETIVOS Teoria histórico-cultural (uma das várias que tentou explicar a origem e desenvolvimento dos processos mentais de adultos ocidentais educados) – comparou: A psicologia de animais e seres humanos A psicologia do homem “primitivo” e do homem ocidental A psicologia de crianças e adultos A psicologia de sujeitos patológicos e saudáveis
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais: Na perspectiva biológica aceitação integral do darwinismo
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva biológica aceitação das análises de anatomia do cérebro de Edinger e Kretschner e seus princípios: as estruturas inferiores do cérebro não desaparecem quando outras se desenvolvem, mas tornam-se subordinadas Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais:
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva biológica aceitação das análises de anatomia do cérebro de Edinger e Kretschner e seus princípios: durante esse desenvolvimento, as funções inferiores perdem parte de sua função para as superiores Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais:
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva biológica aceitação das análises de anatomia do cérebro de Edinger e Kretschner e seus princípios: funções inferiores podem recuperar a autonomia no caso de as funções superiores serem danificadas Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais:
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva biológica evolução do homem a partir dos animais: as diferenças existiam, e foram iniciadas com o início da cultura (podem se emancipar da natureza) Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais:
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva biológica o comportamento possui uma base genética (com origem na evolução biológica) mas ela se restringia a processos inferiores Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais:
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva biológica os processos superiores não são herdados, mas conquistados a partir da interação social Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais:
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva biológica Zoopsicologia de Vladimir Vagner Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais: enquanto o desenvolvimento dos instintos ocorre através de uma linha pura (instintos anteriores não são transformados em novos instintos) o intelecto progride sobre as bases das estruturas anteriores (uma linha combinada)
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva biológica zoopsicologia de Vladimir Vagner Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais: enfatizou a falta de harmonia entre instinto e intelecto na espécie humana
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva biológica zoopsicologia de Vladimir Vagner Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais: Vagner (instinto e intelecto) e Vygotsky (funções psicológicas inferiores e superiores)
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva biológica Marx e Engels: história humana e evolução biológica Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais: Engels: “O papel desempenhado pelo trabalho na transição do macaco para o homem” (1925) – a história da humanidade começa com o desenvolvimento da postura ereta – liberou as mãos para o desenvolvimento motor
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva biológica Marx e Engels: história humana e evolução biológica Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais: “o trabalho veio primeiro, depois a fala” (influência de Lamarck) Trabalho cooperado levou gradualmente à transformação planejada da natureza
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva biológica Marx e Engels: história humana e evolução biológica Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais: “a adoção por Vygotsky da teoria de Engels implicava a aceitação de uma distinção entre evolução biológica e história humana e da importância do papel dos instrumentos e do trabalho na origem da cultura humana”
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva etnográfica Durkheim Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais: “Para saber do que são feitas as concepções que não foram criadas por nós mesmos, não seria suficiente questionar nossa consciência: é para fora de nós que temos que olhar, é a história que temos que observar”
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva etnográfica Lévy-Bruhl Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais: “Foi o primeiro a levantar o problema do desenvolvimento histórico do pensamento. Mostrou que, por si só, o tipo de pensamento não é uma unidade constante, mas algo que muda e se desenvolve historicamente” (Vygotsky)

TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva etnográfica Lévy-Bruhl Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais: A IDÉIA FUNDAMENTAL DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL DE QUE PESSOAS DE DIFERENTES CULTURAS E ÉPOCAS TÊM PROCESSOS MENTAIS SUPERIORES DIFERENTES, ESTAVA NO TRABALHO DE LÉVY-BRUHL
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Na perspectiva etnográfica Thurnwald (quatro afirmações) Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais: o homem pré-histórico foi o precursor de todos os seres humanos atuais. a cultura e a mente do homem pré-histórico eram semelhantes às do homem “natural” atual.
 
 
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL SEUS FUNDAMENTOS Resumo Compreender a origem do Homo Sapiens em relação com os animais: Vygotsky estava de acordo com seus contemporâneos ao caracterizar diferentes culturas como “superiores” e “inferiores”. Evitou, porém, o erro de explicar diferenças culturais e mentais por referência a diferenças biológicas ou mesmo raciais (ambas influências de Thurnwald)

CRIANÇAS INVISIVEIS

  CRIANÇAS INVISIVEIS

Sete países, sete diretores e sete realidades. Pobreza, AIDS, guerra, discriminação, relacionados a uma infância perdida, esquecida, o nome do filme não podia ser outro “Crianças Invisíveis”.
O projeto contou com o apoio da Unicef que durante uma entrevista para o site ADITAL lembra “no Brasil as crianças invisíveis são as 500 mil meninas e meninos que nascem todos os anos e não têm acesso ao registro civil; os cerca de 10 milhões de crianças e adolescentes que vivem no semi-árido em situação de pobreza; os quase 3 milhões de crianças que são exploradas no trabalho infantil; as crianças negras, mais afetadas pela pobreza, pela falta de acesso à escola e pela discriminação, e pelas mortes violentas quando adolescentes; as crianças indígenas, que vivem em comunidades onde a taxa de mortalidade infantil é três vezes maior do que a média nacional; os adolescente-soldados envolvidos no tráfico de drogas”.
Além de retratar a realidade das crianças de cada país, os diretores também buscam mostrar a negligência, exploração, fraqueza dos adultos visíveis. Os curtas tem como objetivo chamar a atenção da sociedade e das autoridades, dando um leve tapa na cara, para que acordamos. Ao assistir o filme chorei, fiquei emocionada, me choquei com algumas cenas, assim que terminei de assistir, me fiz a seguinte pergunta: o que eu estou fazendo para mudar isso? Fiquei chocada com a realidade, mas continuo de braços cruzados, e o pior é pensar que não sou só eu que estou assim, mas milhares de pessoas, algumas nem se da ao trabalho de se questionar. Realmente “Crianças invisíveis” vêm nos acordar nos alertar que é preciso arregaçar as mangas. De forma resumida o filme mostra crianças lutando para sobreviver e com simples desejo de viver sua infância, me fazendo retroceder a minha infância e valorizar as oportunidades que tive.
Neste momento senti o que Aristóteles defendia que a arte tem que provocar uma catarse, uma transformação, tem que mexer com você de alguma forma, e os diretores dos filmes consegue isso.
Para começar o filme nos leva para a África, mostra um grupo de garotos guerrilheiros em luta na África. Tanza é o menino que tem a missão de colocar uma bomba em uma escola que será detonada no momento em que várias crianças estarão assistindo aula. Isso pra defender suas terras.
Depois tem as Blue Gipsy, que fala conta a histórias de menores infratores, mas foca principalmente as atitudes dos adultos. O menino está prestes a ganhar liberdade, mas não sabe se é isso mesmo que ele quer, quando lembra que tem um pai alcoólatra, violento, que explora crianças, e pode obrigá-lo a cometer roubos novamente.
Jesus Children Of Americn, conta a história de Blanca, uma menina que sofre com a discriminação das colegas de escola por ter pais drogados e ser portadores do vírus HIV, e ao mesmo tempo, mostra o amor dos pais pela menina, mas não conseguem se livrar das drogas.
Bilu e João são duas crianças que vivem na grande São Paulo, e tentam sobreviver, catando papelão e vendendo latinhas e que apesar das condições e dos problemas que enfrentam não perdem a esperança e não deixam de sonhar.
Jonathan, um fotografo adulto traumatizado pelos registros que fez das guerras, e em busca de alivio, volta a ser criança. É o único que parte de um adulto e que foge um pouco do propósito do filme.
Ciro mostra uma criança que sai de casa por falta de estrutura na família e passa a viver de roubos. Mostrando a atitude dos adultos dentro desta situação.
O ultimo começa surpreendendo pela delicadeza, Song Song e Little Mão, mostra a história de duas garotinhas, uma rica que tem tudo que quer, porém tem a frieza dos pais, e a outra órfão criada com dificuldades pelo avô, depois da morte dele, ela começa a vender flores nas ruas para sobreviver, dois mundo diferentes com algo em comum o desejo de ser feliz.
Todos emocionam, faz chorar, mas os filmes passam mais do que uma mensagem sobre a vida das crianças, faz um critica dura aos adultos. Como defendia Platão a arte tinha que ter uma função, e a função dessa arte é chamar a atenção da sociedade.

De todos eles os que mais me chamaram a atenção, foi Tanza e Bilu e João.
BILÚ E JOÃO

De Kátia Lund, com Vera Fernandes e Francisco Anawake, retrada as vida de duas crianças com espírito de iniciativa, nas ruas de São Paulo.
As gravações poderiam ser feitas em qualquer cidade, mas São Paulo foi escolhida por um desejo da diretora e estrategicamente mostrar o contraste, o abismo entre o rico e o pobre de uma forma bem sutil, onde a imagens falam por si só. O filme encerra com uma imagem espetacular, os grandes prédios, luxuosos de grandes empresas internacionais, como que engolindo os pequenos barracos. Mostrando a força do dinheiro internacional, tanto nesse momento do filme, como na cena em que eles vão vender as latinhas e o comprador faz a cotação em dólar, Bilu nem entende nem entende que diferença faz o dólar cair ou aumentar, mas isso mostra como o mundo inteiro está envolvido com os problemas sociais.
Bilu e João trabalham vendendo latinha e papelão para poder comprar os tijolos para construir sua pequena casinha, para tentar conquistar um espaço. Espaço esse disputado com as grandes multinacionais. No final do filme João fala “só cai no buraco porque aquele cara queria a rua só pra ele”. E é bem isso que acontecem, os poderosos querem o mundo só pra eles e não se importa com os outros, se vão ou não cair no buraco.
O filme usa mais as imagens para mostrar a diferença econômica de um mundo para o outro, não falam diretamente no assunto, mas dá pra entender.
No inicio do filme o menino fala do sonho de ser piloto, e mostra-o no fliperama, e faz uma comparação com a brincadeira da menina que vem descendo o morro com a bicicleta e cai, mostrando que apesar da dura realidade, eles mantêm aberta uma janela de esperança, com uma disposição para sonhar e resistir.

TANZA

Tanza começa com as crianças correndo contra o sol como se fosse uma luta árdua. Ainda pequenos eles são obrigados a lutar a principio da à entender que é por terras, defender o território, mas mesmo diante desta realidade, mesmo com uma arma na mão, os meninos possuem sonhos, vontades e ídolos, em uma das cenas quando o menino é atingido ele esta vestido de verde amarelo, e no cabo na arma tem a foto do jogador de futebol Ronaldinho. Quando esse menino morre fala “eu tive medo” como se principal arma deles fosse não ter medo de nada, nem de ninguém. È o que mostra o filme, Tanza o personagem principal não tem medo de encarar um exercito de frente, porém se torna frágil quando entra em uma escola, diante de algumas perguntas no quadro ele responde de forma correta, e desiste de cumprir sua missão, que era colocar a bomba na escola para detoná-la quando estivesse tendo aula, porém depois de responder as perguntas, ele senta na carteira, tira os causados, como se fosse descansar. Faço uma ligação com o nosso trabalho, calçamos quando saímos de casa para trabalhar e ao chegar a primeira coisa que fazemos é tirar os calçados e dizer “que alivio”. É por aí que o filme que dizer Tanza tinha vontade de estar na escola, passou a infância trabalhando lutando por uma causa, e no fim ele prefere descansar a passar o resto da vida lutando contra uma causa que não o beneficia em nada.

DIFERENÇAS
Os dois filmes retratam a dura realidade das crianças, porém a forma com que elas encaram essa realidade é bem diferente.
João e Bilu encaram tudo como normal, mais natural, conseguem sorrir, se divertir, já Tanza é fechado, não sorri, não brinca, seu sonho só pertence a ele, João e Bilu dividem suas vontades. O Tanza é cada um por si e Deus por todos. Um filme escuro, mostrando a escuridão que vive aquelas crianças.

ESTÉTICA
Os curtas segue os princípios da estética clássica, os diretores buscam mostrar a realidade. A arte estimulando os homens a se aproximarem do real. Eles tentam reproduzir o real, o mundo que está a nossa volta, principio conhecido por verossimilhança. Além disso, as obras possuem uma função social e moral.