Um dos literários
consagrados do quarto semestre de letras resolveu fazer o seu texto sozinho,
como a professora disse em classe, a individualidade esta se alastrando pelo
mundo. Este grande escritor desenvolveu uma linda estória de romance.
INTOLERÂNCIA
Ela era uma moça muito
bonita e misteriosa. Trabalhava no centro da cidade e fazia judô na periferia,
no bairro onde residia. Um dia, durante uma aula, ela conheceu um novo
professor que também se mostrava misterioso. Foi uma atração mútua de olhares,
seus corações bateram num mesmo ritmo! Ao fim da aula, trocaram olhares fatais,
suas almas embriagaram-se com o ardor do desejo.
Uma semana depois, entre
trocas de olhares e risos tímidos, às vezes palavras desconexas, na sexta-feira
marcaram um encontro. O professor, não falou aonde iriam, preferiu buscara moça
em casa e deixá-la na curiosidade.
Marta descobriu-se
extremamente atraída pelo tipo que conhecera e deixou-se levar pelo homem.
Saíram! João de Deus, estacionou, estacionou o carro em frente a um edifício de
estilo Barroco, gentilmente abriu a porta do carro para a moça descer, fechou o
veículo e foram para a entrada do casarão.
Uma enorme porta de madeira
maciça foi aberta e os dois entraram. Se não fosse uma luz tênue de vela ao
longe, num recanto de salão, o breu estaria completo. Seguiram a luz e
aproximaram-se dos objetos dispostos num recanto. Marta gelou-se quando viu os objetos
estranhos para aquele lugar. Cama, correntes, velas coloridas e um vinho,
talvez para brindar.
Ela riu por dentro e o gelo principalmente,
deu lugar ao fogo da crueldade. Entreolharam-se ao mesmo tempo e descobriram-se
matadores do sexo oposto. O ódio invadiu ambos e no desespero do sentimento
compartilhado, travaram uma sangrenta batalha bebendo o prazer do desejo e do
ódio que se multiplicaram com a cumplicidade.
Mataram-se.
Autoria: (Jurandir Matias.)

Nenhum comentário:
Postar um comentário