sexta-feira, 17 de agosto de 2012

POSTERGAR.


Posso comparar esta sala maravilhosa, com a beira de um rio, um rio de águas claras e puras,  rico em seu interior. Posso mergulhar algumas vezes, nestas águas estupendas.
Como uma boa garimpeira, comecei a escolher algumas beiradas para explorar. Já encontrei tanto ouro neste rio, e confesso que nem comecei a procurar as melhores pedras. Mas o destino fez-me o favor de trazer o melhor que nele há  .


Ontem, uma bela correnteza trouxe-me uma pedra preciosa, um momento em que eu pude sentir a profundidade de minha melancolia ao ler uma obra prima de um dos mais novos poetas de nossa sala. Apresento-lhes o poeta e compositor, Denis de Sá, Não tenho muitas informações sobre o autor desta grande obra. Mas digo que o destino nós  presenteou com mais uma pérola. 

  
 POSTERGAR
Ilimitado a um sentimento
Postergo a tristeza
Postergo o ódio
 Postergo até a frieza...

Como a folha caindo no chão
Barulho não pode fazer
Vou postergar a dor
Para tentar sobreviver.

Ás vezes postergo
Até mesmo o postergar
Para tentar voar infinito
Na imagem do mar

                                                                                    E quando o vento te tira da direção
                                                                       Deixando-me aqui sozinho 
                                                                  Então postergo as horas
                                                                                  Para poder te ver de novo sorrindo.

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