Posso comparar esta sala maravilhosa, com a beira de um rio,
um rio de águas claras e puras, rico em seu interior. Posso mergulhar
algumas vezes, nestas águas estupendas.
Como uma boa garimpeira, comecei a escolher algumas beiradas
para explorar. Já encontrei tanto ouro neste rio, e confesso que nem comecei a procurar
as melhores pedras. Mas o destino fez-me o favor de trazer o melhor que nele há .
Ontem, uma bela correnteza trouxe-me uma pedra preciosa, um
momento em que eu pude sentir a profundidade de minha melancolia ao ler uma
obra prima de um dos mais novos poetas de nossa sala. Apresento-lhes o poeta e
compositor, Denis de Sá, Não tenho muitas informações sobre o autor desta grande
obra. Mas digo que o destino nós presenteou com mais uma pérola.
POSTERGAR
Ilimitado a um sentimento
Postergo a tristeza
Postergo o ódio
Postergo até a
frieza...
Como a folha caindo no chão
Barulho não pode fazer
Vou postergar a dor
Para tentar sobreviver.
Ás vezes postergo
Até mesmo o postergar
Para tentar voar infinito
Na imagem do mar
E quando o vento te tira da direção
Deixando-me aqui sozinho
Então postergo as horas
Para poder te ver de novo sorrindo.

Uauuuu!!!!!!!!!!!!!!!!
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